Com a Virgem Mãe de Fátima, à luz da Palavra, servir com amor, alegria e esperança.
Amados irmãos e irmãs,
Sob o manto protetor da Virgem Mãe de Fátima, somos chamados a viver intensamente este tempo de graça que nos prepara para a grande festa da Padroeira. A trezena não é apenas uma devoção piedosa, mas um caminho espiritual que nos conduz ao coração do Evangelho. É oportunidade de redescobrir o chamado que brota da Palavra viva de Deus e de renovar nossa fé com alegria e esperança.
Como os pastorinhos em Fátima, que se deixaram tocar pela presença materna de Maria, também nós somos convidados a escutar sua voz que nos aponta sempre para Cristo: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Cada encontro da trezena é um passo de peregrinação interior, um momento de oração que purifica, de penitência que liberta e de entrega confiante que abre caminho para a graça.
A Escritura nos recorda: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu” (1Pd 4,10). O serviço cristão é resposta amorosa ao sopro divino que nos alcança. Participar assiduamente da trezena é também servir: servir com a presença, com a oração, com o coração aberto à comunhão. É tornar-se parte viva da Igreja que caminha unida, que cuida com ternura e que anuncia com ardor.
O anúncio do Kerigma — Cristo morto e ressuscitado — é o coração da nossa missão. Ele nos impele a sair de nós mesmos e a testemunhar que a vida nova é possível. A Virgem de Fátima, em sua última aparição aos pastorinhos em outubro, nos recorda que a esperança não decepciona e que o amor de Deus é mais forte que qualquer escuridão.
Por isso, queridos devotos, convido cada um a participar com fé e perseverança da trezena preparatória e da festa da nossa Padroeira. Que seja um tempo de encontro com Cristo, de comunhão fraterna e de renovação espiritual.
Com Maria, Mãe de Fátima, aprendamos a servir com coração alegre e esperançoso. Que cada passo nosso seja oração, cada gesto seja anúncio, cada sorriso seja esperança. Que, guiados pela Mãe de Fátima, possamos ser Igreja que canta a alegria do Evangelho, que semeia amor em meio às dores e que mantém acesa a chama da esperança, mesmo nas noites mais escuras.
Com bênção e carinho pastoral,
Pe. José Martins